Escrito por Valentina De Andrade   
Quinta, 13 de Maio de 2010 19:02

 

... um senhor (que desconhecia a disjunção) faz-me entrega de um cheque ao portador, dizendo haver recebido como empréstimo de Darcilio, e que lhe passasse às mãos. Roberto não estava. Sem olhar o numerário, recebo, dizendo que cumpriria. Quando se retira... oh surpresa! Chegava na hora aquele dinheiro! Mas não me pertencia e estava minha palavra empenhada no prometido.

Quando Roberto chega, explico o ocorrido. Pergunta-me o que eu decidira fazer. Respondo o óbvio: Entregar ao dono. Querido (assim o nomeava), imediatamente propõe-se a viajar comigo, o que prontamente discordo. Pedi então a um tio que me acompanhasse, pois não estaria “pegado” a mim em todos os momentos.

Tenho como um dos princípios básicos, que toda relação para sobreviver, deve estar ancorada firmemente no respeito, lealdade, confiança e sinceridade. Se permitirmos segredos, estaremos dando passagem ao desenlace. Portanto, nunca ocultei meus sentimentos pelo ex marido que eu continuava amando (naquele então, eu ainda desconhecia as diferenciações). Desta forma, não me foi difícil explicar-lhe que desejava encontrar-me em particular com Darcilio, para confirmar ou não, o que acreditava sentir. Ele me compreendeu e não se opôs.

... Em Altamira nos hospedamos no hotel e dirijo-me ao posto de gasolina, onde seu proprietário arregala os olhos diante do imprevisto aparecimento. Rapidamente e de braços abertos vem a meu encontro que retribuo com um “chega pra lá.”

 

Trecho do livro original.
A propósito (o nomeio claramente) se “vossência” chega a ler este livro, eu, que porto A Bandeira das Verdades e segura da conspiração macabra contra mim, a nada ou ninguém temi, comparecendo espontaneamente a confrontar-me com os inimigos declarados. E você, o que fez?

Por que não foste diretamente com a verdade que bem conheces, em meu auxilio? Por que, te juntaste à trama urdida? Por que ao declarar, -quando em separado- deixastes suspeitas no ar, sobre algo que mostra respeito e educação? Que aconteceu quando o Juiz te chamou para diante de mim, testemunhar? Simplesmente... não compareceste! Fugiste, é a palavra certa. E ambos sabemos por quê. E vais entender a frase seguinte: “Olho por olho, dente por dente,” considero chamada à vingança. Vingança que sempre repudiei, por não constar da minha personalidade, enquanto que teu comportamento foi oposto a quem lutou a teu lado e nenhum mal te causou. E se narro algumas das que aprontaste comigo e minha filha -para com terceiros também- deve-se a que, durante 20 anos fizeste parte relevante da minha vida e não poderia te excluir da história.

Este livro servirá também, para que publicamente conheçam tua verdade e a dor de ser mal visto. Eu o fui, mas estava como estou: INOCENTE das acusações, havendo ganhado de “goleada” como foi publicado. Sabes o que desejo a todos os velhacos que tentaram e continuem a desabonar-me?

Que sigam vivendo para receberem de pé:
SUAS MERECIDAS DERROTAS
.

 

Aparte.
(Transferência energética)
.
Final do Ano 2007
.
Meus Amigos cósmicos me colocam a par do falecimento de “Darcilio,” sendo este, motivo principal de eu haver tardado em decidir pela publicação, se total ou não, do livro: MÊMORE.

Portanto, muito do que escrevi anterior ao acontecimento deixo de fazê-lo, não por falso respeito e sim, porque meu desejo era que “Darcilio” viesse -eu o desafiava a vir- e lhe pudesse falar diretamente. Deixo então aos leitores, a amostra das verdades dedicadas a ele.

Não sou dos que após a morte de alguém conhecido e não merecedor de consideração, choramingam e dizem: “Era tão bonzinho!”

Entrego o cheque a Darcilio. Sabedor que prontamente eu voltaria para Londrina, ao dia seguinte levou-me a um advogado conhecido, “para uma visitinha.” Meio à conversa informal, pergunta: “Quanto você quer?” Meus olhos turvaram e sufoquei as lágrimas que despontaram.

Vinte anos! Tantas descobertas e seguia sem conhecê-lo e ele, tampouco a mim. Envergonhada e voltando meu olhar para seu lado, penso: Como você acredita que negociarei com quem Amo? E respondi: “As passagens e nada mais.” Percebi que ao advogado lhe custava crer o que ouvia, enquanto Darcilio dava um sorriso indecifrável. Nossa despedida foi em pranto unissonante e palavras sentidas de Amor e amor.

 

Nota:
Para melhor entendimento dos leitores, possibilito a que possam distinguir as diferenças entre conhecidos sentimentos relacionados às palavras que vou grifar.

Vejamos: amar é uma sensação não considerada universalmente, verdadeira. É chamado de amor, querer bem ao semelhante, animais, objetos, etc.
Amar: É o sentimento Originário que toda Energia Carrega.
Amar: É símile ao anterior, com a dessemelhança de reter em si, distinção incomum na ORIGEM.
Amor, quando relacionado ao que sinto, significa que minha consciência caminha em conjunto À ENERGIA, podendo eu, receber Impulsos do CENTRO energético, com maior facilidade.

Aos leitores pode parecer um tanto complicado, mas, para quem conhece as Verdades, seria o mesmo que a um graduado, voltar ao curso primário.

Já em casa da irmã, titio -que presenciara a despedida- lhe comenta não haver entendido o porquê da separação. Eu não havia mencionado os absurdos passados, preferindo não desmascarar a quem continuava Amando, mesmo porque, não sou de falar desnecessariamente.

Ao retornar da viagem, Querido me recebe em esfuziante alegria. Minha filha segredou-me que durante aquela pequena ausência, ele mostrava-se duvidoso da minha volta.

Meus sentimentos por Darcilio permaneceram por mais de dois anos. Entrementes, Querido aguardava paciente, afirmando que eu nunca fora realmente Amada, assegurando que esperaria que eu estivesse pronta para receber o que ele sentia por mim. Com o tempo, passei a Amá-lo.

Nossas vidas se encaminharam. Querido começou a trabalhar e mais adiante inauguramos um comércio que prosperou. Eu me dividia entre ser mãe, empresária e outros afazeres.


Observação:
Talvez no resumir da narrativa eu inverta ao acaso, alguma data ou detalhe descrito no livro publicado. O que jamais inverterei -ainda que cale acontecimentos- será a verdade dos atos e fatos.

Meu Amor fortalecia-se, enquanto que minha filha noivou e casou. Tempos depois, rumou com seu marido para outro Estado distante.

Os meses passam ordenando a vinda dos anos. Estamos envolvidos em nossas vidas, quando somos informados de que Roberto era um sensitivo e seria preparado para desenvolver sua capacidade mediúnica. Durante um tempo em que estivemos entrelaçados a incontáveis peripécias e único rito, a concentração, chegam os:

Altos Conhecimentos Universais!
Data memorável: 27 de Maio de 1981.

Como princípio, ninguém poderá imaginar o que significou para mim, o desvelar da Grande Farsa.

O baque foi tremendo! Provocou-me o derramar de lágrimas, soluços entrecortados, angústias, tremores e taquicardia. Por momentos, pensei que desfaleceria. Não me deixei cair, mas pedi que não continuassem, pois eu não suportaria. A Individualidade aproximou-se e tocou alguns pontos dos meus braços, enquanto eu continuava em pranto convulsivo. Em segundos voltei à calma e ouvi a seguinte frase, que na época, não entendi:

“A Verdade exige: Razão para conhecê-la e forças para sustentá-la.”
“A senhora possui ambas.”

“Mas, por que eu? Por favor... parem!” E debruçava-me sobre a mesa, em lágrimas copiosas.

“A senhora deve prestar atenção às nossas palavras.” “Ouça cuidadosamente as gravações, e ao devido tempo entenderá a grandiosidade de um Todo que deve saber e iremos detalhar.”

 



Actualizado: Segunda, 29 de Outubro de 2018 20:09
 
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