Escrito por Valentina De Andrade   
Quinta, 13 de Maio de 2010 19:02

 

CARÊNCIAS.

 

Amor! Ah... como eu queria ser, ainda que; amada.

Quanto anelava ser tomada nos braços. Ouvir minha mãe cantando para que eu adormecesse! Quanto ansiava que ela me contasse historinhas de fadas, castelos, príncipes, bichinhos, todos em convivência harmoniosa. Ah... como eu queria ouvir, uma vez que fosse: Minha filha querida.

Mas, os pratos oscilantes da minha vida, não suportariam o peso dos infortúnios padecidos em forma de indiferença, desdém, desamor e maus tratos, não somente dela, recebidos. Faleceu em 1985, deixando-me no vazio de esperanças e necessidades... jamais concretizadas. Ademais, como legado, deixou-me: Decepções, proibições escusas, acusações injustificáveis, engodos, e forte intento (fracassado) de prostituir-me. Não bastando, conheci de outrem, traições, mentiras e difamações, onde mutilados mentais, ardilosos e macabros, atingiram minha idoneidade e saúde, com incriminações maquiavélicas e desprovidas de um átomo que provasse ser eu, capaz de atos abomináveis, como fizeram os conspiradores contra mim.

 



Actualizado: Segunda, 29 de Outubro de 2018 20:09
 
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