Escrito por Valentina De Andrade   
Quinta, 13 de Maio de 2010 19:02

 

Existem também, pontos de fundamental importância a serem analisados: Falavam, gritavam e esperneavam defendendo (o que plenamente concordo), os Direitos infantis. Entretanto, não passaram de estereótipos atirados aos ventos. Sim, pois os malefícios que ocasionavam a meu filho, menor de idade e que padecia todo aquele horror, ficaram de lado, mostrando o relapso e “inconscientes” que são, das conseqüências.

Não pensaram que ele estudava e segundo seu boletim que não deixaram para trás, era um dos melhores alunos e de excelente comportamento, confirmado pelas professoras onde correram na finalidade de investigar. Investigar o que? Desconhecem que a puberdade requer maiores cuidados nos caminhos a serem transitados, evitando assim, afetar seu futuro? “Esqueceram” que meu filho seria obrigado a deixar os estudos, para não ser apontado como “filho de uma assassina?” Tampouco levaram em conta que ele não entenderia ao ver sua mãe acusada de atrocidades, tendo suas fotos escancaradas por todos os lados acompanhadas de legendas incompatíveis à dignidade bem conhecida, e pivô de tamanho escândalo? “Olvidaram” que poderiam levá-lo a traumas e seqüelas por toda a vida? Não! Não “lembraram,” porque o filho não é de vocês. E se evito comentar outros fatos, é para evadir derrame de novas lágrimas, ao relembrar. A tudo vocês ignoraram propositalmente, pensando somente nas negociatas que rendiam aquele labéu de palavras sangrentas malevolamente arremessadas sem um mínimo de provas, e cônscios dos absurdos praticados. Tais “insignificâncias,” foram invalidadas!

Agora, quem aproveita o linguajar e eleva a voz, sou eu, mãe indignada:

CADÊ OS DIREITOS DAS CRIANÇAS?

ONDE SE OCULTOU O RESPEITO DEVIDO E OBRIGATÓRIO, TÃO PROPALADO E UTILIZADO INCLUSIVE, NAS CAMPANHAS ELEITOREIRAS? QUAL O CÁRCERE AO QUE MANIATARAM E AMORDAÇARAM OS DEFENSORES QUE NÃO SE MANIFESTARAM A FAVOR DE MEU FILHO? QUEM OU O QUÊ; OS SUBMETEU À CONDIÇÃO DE SURDOS-MUDOS?

Até este momento, (04/09/2010) sequer UMA das respostas; se fez presente.

 

E os advogados se puseram em ação, conseguindo revogar o mandado, seguindo de imediato à Argentina onde me entregaram o salvo-conduto. Mesmo assim, não respirávamos aliviados, pois antes de regressarmos deveríamos estar munidos de incontestáveis provas de que o vídeo era contrapropaganda às palavras anunciadas.

O perito, auxiliado pelos nossos amigos, fez um trabalho estupendo que tardou dias e horas ininterruptas. O laudo impugna a "célebre" frase divulgada, evidenciando não passar de uma tremenda farsa da polícia. Mas esta cortina tampouco foi descerrada. As funestas consciências calaram, por não beneficiar à vendagem da desgraça alheia, injusta e imposta por facínoras. Resultou-lhes melhor, seguir coadunados na “transação comercial,” em ferrenha disputa do troféu que garantiria o primeiro lugar ao mais diabólico repórter.

Para invalidar um erro, seja ele qual for, é essencial não ser relapso e sim digno. Assim o fez, a juíza, Dra. Anésia Edith Kowalski, que ao tomar conhecimento do embuste e não se submetendo às pressões sofridas, declarou a um jornal da Argentina, considerado de relevante tiragem:

haver sido enganada por pistas falsas recebidas da polícia, e que Valentina de Andrade tinha o direito de andar livremente” [sic]. Destarte, revogou o mandado de prisão.

 

ESPECIAL PARA A JUÍZA, DRA. KOWALSKI.

 

Jamais, em nenhum segundo eu a menosprezei, sequer em pensamento. A par do pedido de prisão, o que fiz foi chorar amargamente, mas compreensiva que diante daquela degeneração mórbida, a senhora não tinha outro caminho a seguir, mesmo porque, acreditou em quem deveria merecer crédito e que não tardou em ver-se desacreditado. Não esquecer que a perversidade ronda solta em busca dos dignos.

A senhora provou sua dignidade ao retroceder publicamente no engodo ao qual, por momentos a mantiveram. Se estas palavras chegarem ao seu conhecimento, creia na sinceridade com que foram expressas.

Receba meus respeitos.

RETORNO AO BRASIL.

 

Meu filho, Teruggi e eu viajamos de carro. Seguia-nos uma comitiva constituída do perito, um dos fieis amigos e uma moça a quem eu considerava “filha”.

 



Actualizado: Segunda, 29 de Outubro de 2018 20:09
 
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