Escrito por Valentina De Andrade   
Quinta, 13 de Maio de 2010 19:02

 

NA POLÍCIA FEDERAL.

 

Outra tortura! Passamos a madrugada, desconhecendo os motivos de nos reterem. Ademais, preocupadíssima com meu filho que permanecia sozinho no carro, assustado com as fortes chuvas, raios, trovoadas, sem alimentar-se e um mínimo atendimento adequado. Agarrado a sua cachorrinha, chorava a ausência da mãe. Vez por outra, a moça que nos acompanhava acorria até ele para acalentá-lo ou levar-lhe algo para suavizar seu estômago, pois o que se poderia comprar naquele lugar em plena madrugada? Mas... são “ínfimos detalhes.”

 

AMEAÇA DE ASSASSINATO.

 

O perito corria de um lado para outro, de telefonemas e telefonemas em contato direto com seu colega de Curitiba. A tudo transmitia trocando informações. E foi durante momentos a sós na sala com mi Amor, que se aproxima um Federal e fala com Teruggi. Deixo o colchão onde estava deitada e me aproximo. Vejo que em posição de atirar coloca seus dedos sobre o estômago de meu marido e diz em tom alto e decidido, textualmente a frase seguinte:

“Quando você sair vou fazer teu 'passaporte',” e retira-se rápido. Confusa pelos transtornos e impossibilitada de bem raciocinar, não coadunei as palavras ouvidas. Sorri para aquele indivíduo e voltei a deitar. Teruggi vem a mim denotando incredulidade de que fora ameaçado de morte! Assim foi. Exatamente ali, onde acreditávamos estar a salvo de assassínios, fez-se claro o pretendido assassinato.

Outros policiais que estavam sentados nas proximidades, presenciaram o fato. Pela expressão de um deles, notei que discordou e saiu dali a passos rápidos. Ao mesmo tempo lancei um grito apavorado chamando pelo perito. Antes que meu apelo emudecesse, chegou (se bem lembro), o chefe da polícia federal.

Trêmula, sou a primeira a comentar o recém sucedido, seguida de Teruggi. Querendo justificar o injustificável, o policial diz textualmente entre um leve sorriso: “Sabe? Ele tem filhos...”

Retruquei: “Nós também temos e não somos assassinos!”

Teruggi por sua vez não deixou por menos, reclamando e soltando sem receio, “afetuosas palavrinhas” em voz alta e direcionada ao “valentão,” que abertamente mostrou-se déspota e propenso a assassinador.

Ao dia seguinte, fomos educadamente “escoltados” ao aeroporto e rumamos para Porto Alegre, de onde seguiríamos de avião até Curitiba, com meu filho e o perito. Combinamos com nosso amigo e a moça, encontrar-nos na capital paranaense. Ele dirigiria seu carro, ela o nosso, e transportando a cachorrinha.

 

PORTO ALEGRE.
R. G. do Sul.

 

A “via-sacra” foi extenuante! Permanentemente eu era amparada por meu marido que me pedia não esmorecer, buscasse forças, nem me entregasse ao desespero, pois “nosso” filho e ele eram pendentes do meu Amor. Entre lágrimas afirmava que se eu Partisse antes, não vacilaria em Seguir-me.

Chegando a Porto Alegre, outro suplício! No lugar indicado para cansativamente voltar a declinar nossos nomes, tínhamos que atravessar ao meio de dois cordões. Centenas de curiosos e repórteres “famintos” nos aguardavam. O senhor perito foi adiante para cuidar dos trâmites necessários. Cabeças erguidas, seguros de nada devermos, Teruggi vinha atrás em proteção a mim e meu filho, que amedrontado e choroso, agarrava com força minha mão. Assim estávamos entre flash e fotos que espocavam, quando escuto uma voz masculina que berra: “OLHA SÓ A CARA DO BRUXO!”

No transcorrer daqueles tempos até o presente, incontáveis lágrimas têm percorrido meu rosto nas reminiscências das terríveis e não poucas abjeções vividas. Existem determinados atos e palavras que ficam gravados em nossas mentes, e uma delas foi a descrita e mencionada por um dos zumbis que transitam pelos escombros da vida, crentes de estarem vivos, quando não passam de escórias universais!

Oh meu Amor! Se os olhos comuns pudessem identificar a Quem apedrejaram com acusações impensadas...

 

Sinopse.
Os mortos-vivos materializados ignoram que Estiveram Frente À JUSTIÇA UNIVERSAL, mas “suas” Energias Sabem que; mediante Dádiva DA LUZ-AMOR-VERDADE, foi permitido o Retorno para resgatar, ou mostrarem que não mais formam Parte das que atuaram jubilosas nos pactos maléficos, em outras encarnações. Mas, se a consciência se deleita em praticar ações de violências, universalmente, o responsável irresponsável ficará anotado como criminoso, pois estará conduzindo sua Energia à destruição, sem pensar que Ela pode ser uma das Elegidas, com possibilidades de Regressar Vitoriosa.

O Universo possui Olhos Incansáveis e Gigantescos que a tudo Observam.

Conseqüentemente, atos e palavras não passam Despercebidos. Todos estão vivendo o tempo de reverter, que significa comprovar suas verdades que podem estar ou não, camufladas como pessoas de bem.

Moral: Vida Eterna ou Destruição? Mostramos hoje, o que Seremos Amanhã.



Actualizado: Segunda, 29 de Outubro de 2018 20:09
 
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