Escrito por Valentina De Andrade   
Quinta, 13 de Maio de 2010 19:02

 

ÉPOCA DE ELEIÇÕES.

 

Espairecendo.

Após dezenas de anos que confiei nas promessas de candidatos a cargos políticos e doei meu valioso voto, não de hoje decidi “vendê-lo” a quem melhor me compensasse e continuo a fazê-lo, sem qualquer culpa ou remorso. Por que o “vendi”?

Sou do tempo em que a palavra não necessitava de testemunhas, sendo ela, seu único notário para reconhecê-la. Assim, utilizando-me da razão, me descobri responsável pelas politicagens e conluios que permiti doando meu voto, sem ocupar-me de verificar e analisar antecipadamente o histórico de cada candidato. Igualmente, fui irresponsável ao não haver colocado na balança da realidade, as promessas não cumpridas. Deixei-me levar por opiniões de desinformados como eu, e finalmente, cheguei ao limite da vergonha, ao assistir as notícias que comprovavam tramóias, infâmias e corrupções. Sim. “Vendi” meu voto; à minha consciência.



Actualizado: Segunda, 29 de Outubro de 2018 20:09
 
Banner