Escrito por Valentina De Andrade   
Quinta, 13 de Maio de 2010 19:02

 

 

E O “VELHINHO”... APARECEU!

 

Moço de família distinta, bom caráter e situação financeira equilibrada, ele pertencia ao grupo e era um dos mais antigos filhos a quem não haviam considerado. Estava de passeio em minha casa, mas esqueceram de anotá-lo na lista dos possíveis candidatos.

Uma tarde sou convidada a jogarmos nosso costumeiro volley de rua. Não disposta, mas querendo continuar a mãe prazerosa em colaborar, ao sair, percebo sua expressão preocupada. Chamo-o em separado e fomos caminhar distantes poucos metros de onde preparavam a quadra para a diversão. Indagando o motivo, diz querer casar-se comigo, visto que há tempos guardava secretamente seu amor por mim. Em fração de segundos e sem razoar, aceito, quando inesperadamente e em plena rua, me abraça! Em dúvida do sim impensado, digo que falaria com os filhos. Era a esperança de que discordassem, pois o enamorado era um rapaz de 31 anos, e eu, uma senhora de 68 anos, fato que para ele nada importava.

Convocada a reunião todos aplaudiram enquanto eu pensava: Que fiz? Outra vez vou unir-me sem Amar? Sim! A decisão me sussurrava que não vacilasse, pois favoreceria para mitigar a dor pela falta de Teruggi e serviria de aliada para que eu renovasse meu Amor. Cerca de três meses passados e ele insiste em casar. Aceitei e concretizamos o enlace nas datas de 29 e 30 de Setembro.

Meu marido presenteou-me com uma requintada festa, inclusive viagem ao Caribe.

 



Actualizado: Segunda, 29 de Outubro de 2018 20:09
 
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