Escrito por Valentina De Andrade   
Quinta, 13 de Maio de 2010 19:02

 

Entrementes, eu sentia a existência de uma barreira que impedia minha entrega total para com ele, pois meus sonhos eram constantes com a “presença” marcante de Teruggi. Porém, guardava a esperança que com o passar do tempo, meus sentimentos amorosos despontariam novamente.

 

SIMILAR A “GHOST.”

 

Uma noite, desperto e sento-me na cama, onde vejo claramente Teruggi, à cabeceira. Seus olhos fixos em mim traduziam um misto de tristeza, arrependimento, angústia e culpa. Fico estática e ele me diz o que nunca olvidarei: “Agora é tarde para pedir desculpas.”

De imediato me estendo para abraçá-lo. Ele se retrai dizendo: “Não posso,” e se desvanece. Agoniada, com a voz embargada e entre lágrimas apelo: “Volte mi Amor! Volte!” E ele retornou. Estendo-lhe as mãos em busca das suas, que segura com suavidade. Sinto-as cálidas. Em prantos e lamentosas exclamações, repito: Eu te Amo! Eu te Amo. Eu te Amo!

Em palpável tristeza confirma o seu, e aos poucos se vai tornando imaterial! Entendi depois, que as desculpas pedidas eram por não haver-me escutado, quando tantas vezes o alertei sobre o arriscado esporte. Custa-me acordar meu esposo que tem o sono pesado. Ao ver-me em prantos, acolhe-me em seus braços e conto o recém acontecido.

Muito sofri por Teruggi haver Partido sem poder provar sua inocência, mas, sob os Olhos da Luz, através de mim e dos que honraram a Justiça, ele foi igualmente eximido das injuriantes acusações.

 



Actualizado: Segunda, 29 de Outubro de 2018 20:09
 
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