Escrito por Valentina De Andrade   
Quinta, 13 de Maio de 2010 19:02

 

UM DESPONTAR DE FELICIDADE.

 

Ponta Grossa. Paraná.
A “dupla” viaja e me deixa na casa de parentes que eu desconhecia.

Uma tarde fui atender ao chamado de uma emissora de rádio que convidava calouros para cantar. Após os ensaios, qual foi minha tristeza ao ser deixada de lado? Grande! Mas a alegria surgiu quando me contrataram. Gratuitamente, mas não dei importância. Saltitante em felicidade retorno com a novidade aos “familiares.” Não recebo uma só palavra de contentamento compartido.
A insensibilidade os invadia, ou devo dizer que o vírus da maldade os infectava?

... dizem que após a tempestade, nos espera a bonança. Nem sempre. Menos de uma semana...

... A tristeza levou-me à decisão de renunciar aos prazerosos momentos de cantar livremente.

 

A “DESPORTISTA.”

 

... aos 14 anos identifiquei minhas tendências para os esportes. O colégio era famoso pela prática de variados jogos e adepto das competições estudantis. Os treinadores, observantes das meninas com probabilidades, as requisitavam, fato que eu desconhecia. Apresentei-me e...

... Terminadas as competições festivas em comemoração a 07 de Setembro, retorno ao hotel contando os feitos e mostrando para meus “pais” as medalhas que ganhei. Deixaram-nos completamente ignoradas. A indiferença foi o sentimento recebido e que não estranhei, por estar familiarizada.

 

PRIMEIRO CASAMENTO.
“Mauricio.”

 

... Nas idas e vindas da escola, percebo olhares furtivos lançados pelo jovem gerente do hotel.

Não partilhava suas miradas, em demonstração de que não era qualquer, pronta a ser conquistada. E Mauricio jogava charme para uma quase menina sem atrativos físicos.

“Ficar,” não existia. Motel era nome que eu desconhecia. Garota fácil? Não eram encontradas nas de família, mas poderiam ser facilmente “adquiridas” nas “esquinas da vida,” perambulando pelas ruas, ou no silencioso escuro das noites tardias.

Após incontáveis atribulações oriundas de meus “pais” contra mim e Mauricio, (para evitar que eu saísse de casa e perdessem o “cavalinho” que gostavam de “montar”) consegui noivar e casar-me, mesmo sentindo não dever fazê-lo. Não tardou para que eu engravidasse.

 



Actualizado: Segunda, 29 de Outubro de 2018 20:09
 
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