Escrito por Valentina De Andrade   
Quinta, 13 de Maio de 2010 19:02

 

MEU PARECER CONCERNENTE.

 

O Diário estampou, mas o repórter persistiu em levantar suspeitas contra mim, desrespeitar-me e julgar, como também se antecipou, acusando-me diretamente nos comentários. Ressalto e ponderem:

Vidente: de onde deduziram isso?

... O DIÁRIO não conseguiu comprovar.

... “supostamente assinada do próprio punho.”

Seria tão difícil corroborar a legitimidade da minha assinatura? Mais conveniente foi me taxar de assassina. A seguir, sou mencionada, “a mulher.” Propício a um mal-entendido?

... “se diz vítima.” E não o fui?

... “será julgada como autora.” De onde conseguiram provas para sustento da acusação?

Não poucos da mídia e muitos outros interesseiros, a qualquer custo e tramóias, enodoaram a honra alheia e emporcalharam as próprias mentes e de outros, também.

“Ela se classifica como.” Não me classifiquei, mas FICOU COMPROVADA a malevolência preparada, assim como a “fabricação” de falsos “senhores” testemunhais eleitos pela promotoria (que “viraram” informantes, para escapar do perjúrio). Ficou clara também, a incompetência proposital de setores da polícia e arranjos que beneficiaram a incontáveis “humanos” aferrados em “mostrar serviço.” Primaram pela distorção de palavras retiradas de um contexto. Levaram ao túmulo, os direitos regidos pela Constituição, chamados nas primeiras páginas do livro que entre outros, ditam o livre pensar e exprimir. Destarte, fria e despudoradamente, assassinaram as leis e conduziram o féretro para dentro de si. Mentiram, inventaram, me detraíram, caluniaram, insultaram, gastaram fortunas em viagens (isto não será peculato?) na busca de argumentos onde me pudessem agarrar e foram manietados nas próprias farsas. E o que puderam mostrar que me enquadrasse na expressão: Desonrante? NADA!

... “publicada mesmo assim, porque foi obtida de fonte acreditada.” Não entendi. Onde está o crédito, quando aceitam publicar, mas deixam o portador(a), sob suspeita?

 

Prosseguirei com pequenos trechos adaptados para os dias atuais. Os ressaltados em negrito significam conterem o original escrito da carta que encaminhei ao jornal e foi publicada.

Durante 14 anos fui rigidamente investigada. Minha vida foi “revirada” desde meu nascimento.

Sou tão vítima quanto às crianças terrivelmente mortas ou emasculadas pela ação(s) doentia(s), de pessoa(s) psicologicamente desajustada(s), com certeza ainda livre(s) e desimpedida(s) para cometer(em) outros e possíveis iguais delitos.

A população do Estado do Pará, especialmente os moradores de Altamira, viveu durante longos anos, expectante de verem condenado o responsável pelos repugnantes crimes. Sempre me encontrei neste contexto, acreditando que os eficientes no cumprimento ao dever, mostrariam a verdade dos fatos.

Encontro-me sem o apoio de setores da imprensa, especialmente a de um jornal desta capital, antecipadamente condenada em razão de minha convicção (anunciada como protegida pela Constituição Federal da República) quanto à formação da existência.

Minha ideologia reuniu inúmeros argentinos, pais de família, cidadãos de bem, variados profissionais, identicamente revoltados com as maldades do mundo, livres para pensar e concluir sob as constelações que nos iluminam. Outrossim, nenhum deles é assassino, estuprador ou serviçal de quaisquer pensamentos que porventura ofereçam prejuízos ao ser humano, e tampouco aos animais. Nossos estudos encontram-se anos-luz de qualquer incitação à morte, ao terror ou a qualquer tipo de maldade física ou espiritual de quem quer que seja. Meu livro adotado por nossos estudos e compartido por integrantes ou não, referente ao Lineamento Universal Superior, não contém palavra alguma que forneça interpretações nefandas. Um dia, a história mostrará sua verdadeira face. Diz um ditado, que a arma do malandro é o ataque. De igual forma atuam principalmente para comigo, conseguindo atingir também a meus amigos.

Nenhuma palavra foi escrita em meu livro como incitação ao homicídio, estupro, ou qualquer emasculação. É nada menos que uma apologia contra as dores, sofrimentos e angústias que perseguem o ser humano. O “Deus” que intitula a obra é um “Deus” elaborado pela humanidade: Um ser mesquinho, interesseiro e individualista que se materializa entre aqueles que não evoluíram espiritualmente, onde se encaixam os verdadeiros assassinos do propalado caso. Meu intuito ao escrevê-lo, foi inclusive, salientar a Existência de um Pai, não responsável nem governante desta existência, e em cujo Lado encontra-se Jesus Cristo, como explico no livro. Não se trata de mero pensar ou delírio, mas uma viagem interplanetária com diferenças de idéias concretas, inclusive quanto aos dogmas da Igreja Católica ou a sua instituição, mas nunca, a incitação observada, que desafio alguém explicitamente apontar.

Teria sido meu “pecado,” ir de frente contra dogmas estabelecidos pela tradição religiosa? Rememorem: Sócrates (condenado à morte), Galileu (obrigado à retratação), Schopenhauer (dado como louco), Jesus, O Cristo (“crucificado”). Nietzsche (mal interpretado).

E aqueles que a “Santa Inquisição” torturou ou queimou até a morte, foram vítimas da mesma sanha que aqui se reedita a guisa de um resultado qualquer, que a história se encarregará de desmascarar.

Integrantes dessa ideologia visitaram a imprensa local para explicar tal configuração, mas tiveram suas palavras deturpadas pelo redator, encontrando no jornal visitado (onde poderia ser a sede da verdade reposta), a deturpação de então mencionado, conotação criminosa e distorção dos fatos, como assim vem sendo em desrespeito a inteligência do paraense que tenha a hombridade de realmente, saber pensar.

No meio deste processo avolumado de mentiras, contradições e maldades, encontrei pessoas dignas e honestas, que ousaram insurgir-se contra essa orquestra medieval, que um dia levará vergonha ao Estado do Pará.

Fui igualmente a outros réus, impronunciada pela coragem de um magistrado justo e um promotor corajoso, cujas togas vestidas ainda insistem em honrar as instituições que servem. Suas decisões, infelizmente, soçobraram ao sabor de correntes hierarquicamente superiores que não conseguiram vencer a mídia e próprios interesses.

Eis a Justiça (?) do Estado do Pará, a que antecipadamente me condenou!

No Paraná, simplesmente porque me encontrava nas imediações de um lugar onde uma criança desapareceu, de imediato fui procurada e acusada de homicídio. O primeiro que fizeram foi relacionar o caso ao meu livro e como sempre, mal interpretado por maquiavélicos.

Mesmo assim, pelas mãos de uma integrante daquele Poder Judiciário, uma digna juíza (ameaçada posteriormente pela própria polícia) trancou o falso processo, sequer havendo indiciamento, para a insatisfação da polícia Federal que passou a me perseguir.

Gastei muito do que possuía contratando advogados diversos, que até a extenuação se preciso for, lograrão provar minha inocência, mesmo que os oponentes me tenham condenado ao primeiro momento desta causa. Neste sentido advirto-os, que não gastem seus falsos argumentos em torno de tramóias velhacas, pois serão desmoralizados.

Encontro-me presa, violentada em meus Direitos Humanos, considerada erroneamente como foragida, por um relatório mentiroso da polícia Federal, que afirma ter efetuado minha prisão em São Paulo, quando na verdade; apresentei-me espontaneamente perante o juiz, que sem dar-me o direito de explicar, optou por decretar minha prisão! A televisão mostrou.

Com domicílio no Brasil e relações na Argentina, sempre transitei livre sem qualquer receio nos dois países e outros, jamais tendo me ausentado das obrigações mesmo processuais, inclusive quando foi decretada a prisão anterior, -logo revogada- para ciência da sentença de pronúncia, porque acreditei na realização daquela justiça.

Tenho 72 anos vividos com dignidade e respeito. Consequentemente, para com os demais seres viventes. A perseguição que há anos enfrento, servirá a um capítulo da história deste Estado e a todos os que me acusam; especialmente aos adeptos das mentiras, inventores de fatos, rituais e planos de matanças. Aos que me condenaram oficialmente ou não, acredito, nunca mais terão paz em suas consciências, se é que as possuem!

Estou certa que existem outros inocentes nessa corrida “santa” promovida pela injustiça, podendo vislumbrar que os sofrimentos dos demais condenados (sequer os conheço), haverão de expurgar um dia suas almas ao encontro de outra Vida, que se lhes Apresentará não injusta como esta, mas, sim, Justa.

Não escrevo esta carta, na pretensão de que seja publicada por uma imprensa que já me condenou e dirige os fatos como bem deseja, mas na esperança de um registro junto à história, que por certo iluminará os fatos, em afirmação do que entendo por Justiça.

Não sou bruxa e tampouco assassina. Sou humana. Humana na real expressão da palavra, mas adversa aos que me acusam. Incompreendida sim, injustiçada e rejeitada, mas, pelos que bem me conhecem, respeitada e amada.

Sou incapaz de fazer o mal, mas incrédula na maioria da justiça dos homens. A mesma justiça que obrigou Sócrates a ingerir cicuta. A que queimou Joana D’Arc na fogueira. A que executou Tiradentes e a que se omitiu diante da morte de Rotílio Rosário (primeiro acusado da questão) na prisão da delegacia de Altamira.

Pobre moribundo, forçado pela polícia ao extremo, a confessar o que não cometeu, porque nada mal tinha cometido! Pagou com a vida por ter sido visto em um quintal admirando calcinhas estendidas sobre um varal. Seria mais um a integrar o corpo de acusados, se não o houvessem eliminado.

Que a Luz proteja e Abrigue todas as almas das crianças injustamente molestadas pela ação de pessoa(s) mentalmente enferma(s) e até o momento; impune(s).

 

Belém do Pará, histórico 22 de setembro de 2003.

 



Actualizado: Segunda, 29 de Outubro de 2018 20:09
 
Banner