Escrito por Valentina De Andrade   
Quinta, 13 de Maio de 2010 19:02

 

O LIVRO!


As Verdades deixam nítidas as inexistências de Deus ou Deuses! Quem prevalece É A LUZ e os Seres que A Reconhecem!

As Revelações mostram com nitidez que a nomenclatura Deus, cosmicamente inexiste. Das informações foi que intitulei o livro: “DEUS, A GRANDE FARSA.” Na contracapa advirto não ser confundida a expressão Deus, com Jesus. Perfeitamente poderia haver escolhido outra nominação, p. ex.: Revelações concrescíveis ou inauditas, por conter o livro, informes minuciosos, seguros e não permissíveis a interpretações dúbias ou variáveis segundo as conveniências de quem as ler, interpretar a modo próprio e levar a outros. Decidi pelo título original, considerando que chamaria atenção para as Verdades e a inexistência de Deus, na forma em que eu acreditava. Na realidade, o instituído não passa de falácia que nos inculcaram desde que a este mundo chegamos. Entretanto, de todo o escrito, chegar a crimes e mais, contra crianças em rituais e emasculações, o espalhafato chegou aos confins de infernais putrefatas cabeças.

 

PROPOSTAS.


Por duas vezes, diferentes presidiárias me propuseram fuga. Fiquei curiosa e pedindo detalhes, pasmei com as minúcias. Desde fora tinham tudo preparado, desde onde conseguir documentações para meu marido, meu filho e eu, assim como locomoção, armas, momento e como render os (as) agentes! Agradeci afirmando minha inocência e confiança de que dali sairia limpa, como entrei.

Uma tarde estou aguardando o telefonema e noto que havia ao lado do pátio, trabalhadores com máquinas pesadas preparando o terreno para alongamento do presídio. Repentinamente escuto um estrondo e vejo as meninas disparando em alarido: “Caiu o muro! É agora, gente!” O muro desmoronara. Que fiz? Receosa que houvesse fuga e me arrastassem junto, coloquei-me por trás de um agente que estava próximo. Agarrei-me ao cinturão que ele usava e não o soltei, até confirmar que ninguém fugira, pois obviamente, as condições não lhes foram propícias.

 

A RIXA INESPERADA.


À noite, duas delas começam a discutir e se agarram a tapas, socos empurrões e pontapés exatamente frente a mim. Não bastavam minhas atribulações e mais aquela? Sendo uma delas assassina confessa, receei acontecer morte e gritei por socorro. Porém, ninguém apareceu! As demais prisioneiras a tudo assistiam pacificamente, até que, acredito pelo grito que dei, a “rezadora” se interpõe entre as briguentas, afastando-as. A brigona que dormia no beliche superior olha-me raivosamente e diz: “Dona Valentina, a senhora pare com essas coisas (?) por que senão vamos todas parar no castigo.” A infeliz, sequer perguntou o que motivara o pedido de socorro.

 

OS ALERTAS.


Outra noite, uma das garotas me adverte que tome cuidado, pois havia visto durante a madrugada enquanto eu dormitava serem colocadas umas gotas na minha boca. Perguntei quem, e recusou dizer. Desacreditei e não insisti por compreendê-la. Se chegasse aos ouvidos de terceiros, a cela-castigo seria a primeira em recebê-la. Na mesma semana (domingo) estou com minha família, quando sou chamada através de um discreto sinal. Atendo e disfarço conversar. A moça (que ocupava um quarto distante) repete o mesmo alerta. Volto a descrer e ela me diz baixinho: Estou avisando.

Pelas dúvidas, passei a repousar utilizando-me de uma posição forçada, pois quem se queima com leite fervendo quando vê uma vaca... chora.

 

A AMEAÇA.


Dia dos telefonemas. Estou passando tempo com um livreto de palavras cruzadas, quando se aproxima uma das garotas à que nunca eu trocara uma só palavra. Seus olhos eram de quem havia chorado. Pergunto o que acontecera e se podia ajudá-la. Responde que fora ameaçada de morte. Deixo-a conversando com outra, e aparentando serenidade vou ao encontro de uma das agentes a quem comento o fato dizendo desconhecer nome e alojamento onde a moça ficava. Faltavam minutos para o trancafiamento e a debandada principiava. Para meu espanto, a senhora agente simplesmente responde: “Ah! Então vai morrer mesmo.” E se vai para os fundos. Fiquei atônita!

Segundos depois, volta e me tranqüiliza ao dizer que descobrira de quem se tratava e nada do prometido aconteceria.

 



Actualizado: Segunda, 29 de Outubro de 2018 20:09
 
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