Escrito por Valentina De Andrade   
Quinta, 13 de Maio de 2010 19:02

 

O CONDENADO.
Uma fábula que li, quando menina.

 

Há muitos anos, um condenado à morte e oriundo de família paupérrima, expressou como último desejo, ver à sua mãe. Ela atende. O prisioneiro dá-lhe um abraço. Em seguida, fingindo segredar-lhe algo, com violenta dentada arranca-lhe grande parte da orelha que cospe longe e diz:

Minha morte é tua culpa. Desde menino comecei a aparecer com frutas que te entregava, dizendo havê-las encontrado. Fui crescendo e passei a "encontrar" dinheiro, jóias e tantas coisas mais, que nunca perguntaste como as conseguia, e estava claro que as roubava. Do roubo, cheguei ao assassinato. Se me houvesses ajudado desde a primeira vez, perguntado como e onde tinha encontrado aquelas frutas... Se me houvesses ainda que obrigado a dizer a verdade. Se me amasses, fosses digna e quisesses que este teu filho se tornasse um homem honrado, me terias denunciado quando apareci com objetos valiosos, e hoje, eu não estaria caminhando para a forca. A culpa é tua. Vou te esperar nos confins dos infernos!

 

A "RETRIBUIÇÃO."

 

Meses transcorrem e me confundo sobre qual atitude eu deveria tomar mediante aquela descoberta. Denunciar as tramóias de Mauricio, ou dar-lhe a chance de se arrepender e tomar o caminho correto, assumindo e devolvendo o que não lhe pertencia? Que fazer?

Após preveni-lo de que o denunciaria caso persistisse nas falcatruas, não me levou em conta e denunciei-o. Chamado à razão pelos proprietários, não teve como negar e foi despedido. Desmerecendo valores, acusou-me de tudo e dei por finalizado o casamento. Separamo-nos amigavelmente.

 

 



Actualizado: Segunda, 29 de Outubro de 2018 20:09
 
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