Escrito por Valentina De Andrade   
Quinta, 13 de Maio de 2010 19:02

 

CARTA ABERTA AO POVO PARAENSE.

 

Pela segunda vez, consternada escrevo ao povo paraense, especialmente àqueles que trabalham com a justiça. Envio esta aos principais veículos de comunicação, acreditando no interesse público quanto ao conteúdo, e esperando que por direito a publiquem, embora mantenha dúvidas, não apenas referente a um só jornal, mas aos que muito angariaram financeiramente, à custa implantada na dignidade de quem injustamente se viu aprisionada e neste momento escreve.

Que mais inventarão os inconformados contra minha pessoa, além da campanha sórdida, privilegiadamente divulgada e hoje desmascarada pela Justiça deste Estado, ademais das humilhações e tentativas de desmoralizar-me pelo “pecado” de contrariar variados interesses? Ainda assim, na obsessão empresarial que no caso despreza a verdade, os direitos e princípios, continuam irresponsavelmente a induzir, sugestionar, imputar e julgar, no afã de retirarem do ataúde, mentiras e calúnias há anos iniciadas por incapazes de solucionarem os horrendos crimes infantis, ocorridos no povoado de Altamira. Fica evidenciado cada vez mais, que o desejo dos veículos (não generalizando) de comunicação, é vil, pois tentam a qualquer “preço,” conseguir o clamor de escândalos que felizmente, o Tribunal de Justiça do Estado do Pará já percebeu a vexatória trama.

Nada temo, porque verdadeiramente sou inocente, assim julgada e determinada pelos não dependentes de impetuosidades ou emoções putrefatas. Portanto, desafio e desafiarei sempre, não de forma arrogante, mas desfraldando a bandeira da dignidade, a quem seja capaz de demonstrar sem iludir nem usar de subterfúgios, provar sem “comprar,” minha culpabilidade, mesmo que um mínimo delito, perante qualquer justiça, esteja ela no mais recôndito deste obscuro mundo.

Não estou foragida nem corri da cidade como veicularam. Fui absolvida, estando legalmente livre da prisão injusta, onde amarguei três meses a dor e humilhação tanto moral quanto física, por culpa e irresponsabilidade dos que não levaram a verdade ao juiz presidente do processo. Estou absolta pela honestidade e coragem dos senhores jurados, que agora recebem enxovalhos, críticas, devassas e desmoralizações pelo resultado inesperado que “ousaram” produzir, contrariando o pretendido pela camada de reles. Fui absolvida. Impronunciada não poucas vezes por causídicos que reconheceram minha inocência, mas coibidos a manifestá-la abertamente. A farsa e maledicência de seres obumbrados levaram-me ao desgaste incomensurável. Portanto, é meu direito desconfiar do que mais irão intentar, visto que insistem na minha condenação, buscando méritos próprios, mas não correspondentes. Não sou letrada, mas sou digna, e a dignidade não carece de instrução. As ações representam o nível energético de cada ser que as movimenta concordante com a Luz, ou ao reverso, como nos múltiplos casos expostos pelos mafiosos traficantes das Trevas.

Finalizo esta, com as dúvidas: Olhos e dedos acusatórios me apontavam e clamavam ao Deus por eles acreditado, que fizesse justiça. Justiça feita e buscam reverter “seus” desígnios? Que Deus é esse que se colocam acima? A meu ver, suas crenças são ridículas!

 

Valentina de Andrade.
Curitiba. 30-01-2004.

 



Actualizado: Segunda, 29 de Outubro de 2018 20:09
 
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