Escrito por Valentina De Andrade   
Quinta, 13 de Maio de 2010 19:02

 

Outros trechos:

... O mecânico nasceu em Caxias, no Maranhão, mas foi para Altamira quando tinha 8 anos.

... Francisco das Chagas voltou para o Maranhão em 1991, época em que começaram a ocorrer os crimes na Região Metropolitana da capital. Foi nessa época também que cessaram os episódios em Altamira.

 

Sr. Jânio Siqueira.
... Rendo aqui também as minhas homenagens a um juiz corajoso do Pará, chamado Dr. Paulo Roberto Vieira, que teve a coragem de dar essa sentença, embora houvesse um clima de histeria coletiva na cidade. Ele deu a sentença no final da tarde, senhor Presidente, e à noite foi embora de Altamira, porque temia por sua segurança.

... Absolvidos os acusados, o Ministério Público do Pará recorreu. O Tribunal de Justiça do Pará, abruptamente os repronunciou, permitam-me o neologismo.

Entrei com uma nova luta junto aos Tribunais Superiores -STJ, STF-, e não consegui mais, porque eles não reavaliam provas. Vão os acusados ao tribunal do júri. O julgamento foi uma grande farsa, uma grande comédia judicial. A defesa era olhada com toda a prevenção, até mesmo pelo juiz-presidente do processo. Todos os sorrisos e simpatias deste eram destinados à acusação. E lá ficavam, acantonados, Ministério Público, Polícia Federal e até mesmo os procuradores da República que para lá foram. Eu acho que foi extremamente perniciosa a presença do Secretário Nilmário Miranda e da corte que o acompanhou. Foi uma pressão ostensiva sobre o júri. O juiz o convidou para a Mesa, e ficou aquele clima: os jurados, tímidos, homens provincianos. E a defesa sequer tinha a chance de lutar bravamente pela defesa de seus constituintes. Esse foi um aspecto realmente terrível e esmagador para a defesa.

... Para o Jânio Siqueira, "está na hora do Judiciário paraense admitir que cometeu um erro."

 

25-04-04
... "Ele confessou 28 mortes no Maranhão e 4 em Altamira, no Pará. Já está comprovado que é um serial killer", diz o delegado federal Raimundo Soares Cutrim, secretário de Segurança Pública do governo José Reinaldo Tavares.

"Eu confessei aquilo que fui lembrando, porque quero limpar a minha mente", disse Chagas ao Estado.

 



Actualizado: Segunda, 29 de Outubro de 2018 20:09
 
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